domingo, setembro 21, 2008
Estampa Animal 2
Mais dois exemplos: a "onça pintada" com respingos grossos sobre fundo aquarelado em dois tons e a zebra em listras livres de tinta preta sobre fundo branco. Tudo aquarela para tecido.
sábado, setembro 20, 2008
Estampa Animal
Algumas propostas para serem realizadas com o tema pele de animais. De maneira bem livre e estilizada e uma cartela de cor sintetizada (no máximo quatro tons) todos os exemplos foram pintados com aquarela sobre poliéster, mas podem ser feitos sobre tecidos naturais adaptando-se a tinta. Para roupas e acessórios como os lenços...
1-técnica em tie-dye preto e branco
2-Respingados livres em aquarela sobre fundo molhado.
3-Fundo em aquarela com efeito de sal (deixa se secar) e por cima desenhos em tinta preta (aquarela mais anti-migrante)
4-Fundo em aquarela molhado (deixe secar) e aplique um stêncil em formas das manchas de pelo.
5-Pinceladas livres em dois tons...preto e um laranja.
6-Traços com aquarela e anti-migrante em preto (deixe secar) e após aplique aquarela líquida em dois tons fazendo um jogo.
7-Pinceladas livres em dois tons...preto e um magenta/avermelhado.
sábado, junho 28, 2008
Estufa para tecidos
As imagens mostram os tecidos de poliester saindo de uma estufa. A estufa fixa ou cura o substrato. Assim que ele sai da estufa pode ser lavado para descarga de excesso. O toque do tecido não sofre nenhuma alteração, ficando até mais macio e não sofre também nenhuma alteração de pigmentação após a lavagem.
Corante disperso/Estufa
Aqui a foto mostra o tecido de poliester saindo da estufa. No quadro menor um detalhe da pintura feita antes de ser levada a estufa. As cores são opacas e isso faz com que os testes têm de serem realizados para conseguir estabelecer as cores finais, juntamente com sua gama. Neste trabalho foi feito um manchamento bem espontâneo com uma mistura de cores primarias, gerando as outras cores.
A estufa é terceirizada, basta procurar uma estamparia e utilizá la.
Corante Disperso
Os corantes dispersos são corantes apropriados para fibras de poliéster, acetato e triacetato. São encontrados em pó, insolúvel em água, porém comercializado em pó muito fino e com meios corretos de aplicação apresentam excelentes resultados de estabibilidade e cor. A descarga de pigmento excedente é fácil de ser removida, podendo para isso usar apenas água ou em cargas maiores hidrossulfito de sódio.
Para pintar em casa, deve se ferver um pouco do pó em água e depois aplicar diretamente sobre o tecido, mas atenção a fixação se dá pelo emprego de estufa, cuja função é fixar a cor por uma temperatura superior ao grau de ebulição da água. Dependendo do caso entre 120 a 150 graus. O corante precipita e por isso tem que mexer sempre a mistura de água e corante.
No mercado acha-se também uma pasta grossa e incolor apropriada para estampar com o corante disperso. Ele pode ser aplicado diretamente ou por quadros ou ainda por transferência.
Por transferência (transfer) aplica se o motivo sobre papel e depois leva se a uma prensa que passa sobre alta temperatura o mesmo para o poliester (cerca de 150 graus).
A cor visível do corante antes de ser levado ao calor é muito diferente da cor obtido depois do processo todo concluido, isso leva a necessidade de testes e anotações para estabelecer os critérios de cartela de cor e repetições.
Para pintar em casa, deve se ferver um pouco do pó em água e depois aplicar diretamente sobre o tecido, mas atenção a fixação se dá pelo emprego de estufa, cuja função é fixar a cor por uma temperatura superior ao grau de ebulição da água. Dependendo do caso entre 120 a 150 graus. O corante precipita e por isso tem que mexer sempre a mistura de água e corante.
No mercado acha-se também uma pasta grossa e incolor apropriada para estampar com o corante disperso. Ele pode ser aplicado diretamente ou por quadros ou ainda por transferência.
Por transferência (transfer) aplica se o motivo sobre papel e depois leva se a uma prensa que passa sobre alta temperatura o mesmo para o poliester (cerca de 150 graus).
A cor visível do corante antes de ser levado ao calor é muito diferente da cor obtido depois do processo todo concluido, isso leva a necessidade de testes e anotações para estabelecer os critérios de cartela de cor e repetições.
Tie Dye/aplicação
A artista plástica Lucia Dias, aplicou as formas de dobraduras do tie-dye em capas para encadernação. O trabalho dela pode ser visto no: Flickr.
segunda-feira, maio 26, 2008
Tie Dye estonado
Nestes dois exemplos, fiz as dobraduras conforme o modelo e depois descolori, utilizando o hidrossulfito de sódio. Fervi um pouco de água (cerca de 300 ml) e coloquei uma colher de hidrossulfito, banhando os lados da dobradura. A reação é imediata e o tecido deve ser mergulhado em água limpa a seguir (ainda dobrado) para evitar oxidação e manchas. Vá lavando e desdobrando, repita a operação umas trez vezes para eliminar todo o excesso de produto químico. Leve para secar. O tempo que deixamos agir na mistura de água quente e hidrossulfito determina o tom que é retirado do substrato original. Faça testes para chegar no tom desejado.
domingo, maio 04, 2008
Tie Dye - Dobraduras em diagonal
Neste exemplo o segundo passo é dobrar em diagonal e quando chegar na forma de um triângulo amarre os tres lados. Depois tinja pelo processo a quente e o corante reativo ou tingecor.Foram utilizados dois tons: preto e marrom.
Tie Dye - Dobraduras
O efeito do tie-dye pode parecer mais sofisticado. Tudo depende das dobraduras e dos tons utilizados. No exemplo segue o produto final, em algodão tipo sarja, e o passo a passo da dobradura feita para se conseguir um efeito quadriculado ou xadrez. O tamanho da dobradura influi bastante. Se possível vinque as dobraduras com paciência utilizando o ferro de passar.
1- Vá dobrando e marcando simetricamente no efeito sanfona ou zig-zag.
2- dobre novamente em zig-zag no sentido do comprimento fazendo um quadrado.
3- amarre para facilitar o manuseio, não precisa apertar.
Tinja o algodão com a técnica do corante reativo em dois tons. Vá virando a peça até completar os quatro lados do quadrado. É necessário que a tinta penetre bem o tecido.
segunda-feira, abril 14, 2008
Guta- Processo 2
A guta neste exemplo, foi aplicada em traços soltos. Depois de seca, pintei com aquarela manchando por cima do desenho sem enxarcar o tecido. Deixe secar por 24 horas e depois coloque de molho em água pura para soltar a guta. Usei um bico aplicador (pipete) de plástico para desenhar, mas pode se usar também diretamente um pincel.
Guta
Esta estampa foi feita sobre um tecido imitação de crepe - 100% poliéster - todo o contorno é desenhado com guta transparente e pintado com aquarela líquida e alguns detalhes em sal. A guta é uma resina transparente que seve para isolar os traços, evitando que a tinta migre para fora dos contornos. Depois de aplicada e seca a guta, pinta-se o motivo. Passa-se a ferro na temperatura do tecido e lava-se somente em água fria e pura. Deixe de molho por uns 15 minutos em média e toda a guta sai, permanecendo o tom de fundo do tecido. O trabalho pode ser feito em qualquer tecido de cor mais clara.
domingo, março 30, 2008
Anti-migrante
Na técnica da aquarela, trabalhamos com o efeito das manchas e a migração da tinta sobre o tecido, mas quando desejamos controlar esta migração, acrescentamos na tinta pronta (base + pigmento) um gel chamado de anti-migrante. Para testá-lo use-o na proporção de meio a meio (metade de tinta e metade de anti-migrante) e passe no tecido. Conforme o desejho aumente a quantidade de anti-migrante ou diminua-o para conseguir os efeitos. Nos exemplos acima usei assim: Para o fundo multicor, eu pintava e esperava uma camada secar e passava outra cor por cima ganhando os efeitos de sobreposição, já na rosa fiz apenas o contorno com pinceladas largas e bem marcadas e pintei o centro antes que o anti-migrante secasse por completo pra ajustamente fundir os dois efeitos.
obs: O tecido aqui usado é o 100% poliéster o anti-migrante é o Primasol LB-AMK da Oficina de Tintas. Tinta aquarela para tecido.
Livros sobre Design de Superfície
Aqui estão duas dicas sobre a literatura em design de superfície...um organizado pelas brasileiras Cássia Macieira e Juliana Pontes, com uma abordagem didática, artística e eficiente. Um manual necessário para a bibliografia sobre o assunto, incluindo dicas valiosas para a técnica do rapport, chama -se "Na rua:pos-grafite, moda e vestígios".
Outro é um manual, em inglês, "Complex Cloth: A Comprehensive Guide to Surface Design" com técnicas mais artesanais sobre tecidos e igualmente interessante. Da norte-americana Jane Dunnewold, que mora e trabalha em San Antonio no Texas. O livro é também uma referência para a criatividade.
quarta-feira, março 26, 2008
Em sala de aula
Algumas imagens feitas durante as aulas práticas de estamparia artesanal do curso de estilismo da UFMG.
domingo, março 02, 2008
Corante Reativo - Pintura a quente
O corante reativo (que reage quimicamente com a fibra dos substratos naturais), é normalmente fixado por calor, em alta temperatura. Seja pelo método de fervura ou por estufa. Por fervura, chega- se perto dos 100 graus, em alguns estados e por isso, dependemos do tempo maior de imersão (em média 20/30 min.). Em estufa, o calor controlado fica em média entre 150 a 180 graus e o tempo de exposição é menor (cerca de três min.).
A marca de corante que melhor se adapta ao tingimento à quente, é a Drimaren(industrial) ou a Guarani(artesanal). Ambos os resultados são excelentes considerando solidez (firmeza e durabilidade do tom).
Para fixar o corante Drimaren pode se utilizar o sal de cozinha (uma colher de sopa) para cada quatro litros de água e ainda se quiser que o tom fique mais vivo, usa-se também a soda cáustica diluída (uma colher de chá) para cada cinco litros de água.
Para finalizar, é melhor deixar esfriar a peça no molho da tinta. Se estiver com pressa, deixe pelo menos 40 min.
Ao desligar o banho quente da tintura, acrescente uma colher de sobremesa de barrilha leve (carbonato de sódio), que é um excelente fixador.
Depois é só lavar (banho de esgotamento), até a água ficar limpa. Novamente pode se usar a máquina de lavar doméstica, sem danos para a mesma.
Quanto aos corantes da Guarany, o banho é imediato, sem necessidade de qualquer fixador, ou se quiser melhorar o desempenho deixe também esfriar para completar om banho de esgotamento.
Na foto acima tricô em fio de viscose e camisa 100% algodão.
Obs. A marca Remazol também fixa-s e bem por calor, mas é preciso testar os resultados, pois os aspectos finais variam.
Ex: O preto Remazol fica mais azulado e o da Drimaren mais preto mesmo, sendo que o tom 100% black consegui com o corante Guarany.
Pintura a frio - considerações.
Um post sobre pintura a frio com corantes reativo está publicado logo abaixo. Aqui vão algumas considerações.
*A marca utilizada é o Remazol de fabricação da Dystar. As cores ficam melhores com esta técnica a frio.
*Para realçar mais a cor, utiliza se meia colher de sopa de soda cáustica diluída e preparada.
*Para tons mais opacos, não use a soda.
*Lave, depois de fixado, e respeitado o prazo mínimo de oito horas, com água quente e detergente *Dekol SN (uma colher de chá, para cada 5 litros de água quente).
*Continue lavando com água fria, até a água ficar clara (banho de esgotamento.
*Pode usar-se a máquina de lavar caseira, a tinta não danifica e nem suja a máquina.
* Não deixe ultrapassar o prazo de lavagem: que não seja inferior a oito horas e nem superior a 15 horas, pois o silicato de sódio (fixador) agarra.
domingo, novembro 18, 2007
Corante Reativo/Pintura a frio
Depois de oito horas fixando e após ser lavado, o aspecto final é este. O tecido não sofreu nenhum 'toque', ou seja, não alterou sua natureza. Continuou macio e com as cores firmes. O contorno feito pela guta foi totalmente removido.
Corante Reativo/Pintura a frio
Corante Reativo, é um produto especial para tecidos de fibras naturais. Vem em pó e fixa se por calor. Ele tem ótima solidez e brilho intenso. As receitas variam de caso para caso, em se tratando de uma produção artesanal. Aqui usei a técnica chamada de pintura a frio, onde ao invés do calor o corante é fixado por produto químico, no caso o silicato de sódio. Sobre um substrato de seda, utilizei a guta como material para desenhar o contorno da estampa. A guta isola a tinta e não deixa que as cores se misturem. Depois de seca comecei a aplicar a tinta.
*40 gramas de corante
*1/2 colher de sal
*200 ml de água.
Ferva um pouco da água e dilua o corante e o sal.Em seguida acrescente o restante da água fria. Para cada quantidade de tinta pronta, usei cerca de 2 gramas de silicato de sódio.
p.s: Uma vez colocado o silicato de sódio na tinta, a mesma deve ser aplicada dentro de uma hora, para não perder o poder de fixação e não alterar a cor.
Deixe reagir por 8 horas e só depois lave (banho de esgotamento) até sair todo o excesso de cor.
Assinar:
Postagens (Atom)

























