domingo, novembro 14, 2010

segunda-feira, outubro 18, 2010

Rafaela Prata



Rafaela Prata é design de moda, artista plástica e faz parte do grupo de pesquisa em design de superfície da EBA/UFMG. Ela apresentou no concurso "novos criadores" uma série de peças trabalhadas artesanalmente com a técnica em aquarela sobre tecido. Vestidos bem trabalhados e com volumes fluidos, bem femininos e com uma dose alta de arte na estamparia.

segunda-feira, julho 12, 2010

Design de Superfície


Design de Superfície é um livro lançado pela acadêmica Evelise Anicet Rüthschilling da UFRGS. É mais uma publicação em língua portuguesa que trata dos princípios do design de superfície e ilustra com alguns dos nomes do design nacional. Excelentes trocas de experiências podem ser administradas pelo NDS inclusive com publicações de artigos.

terça-feira, junho 15, 2010

Tritik - modelos de costuras


A técnica reempregada nos anos 60 do tritik também pode ser encontrada com o nome de sewing technique em literatura de língua inglesa sobre estamparia, uma apropriação mais rápida mas com belos efeitos.

Tritik


Tritik é uma técnica onde o tecido é costurado deixando assim uma reserva da área costurada. Dá se então que quando o tecido é tinto esta área permanece com o espaço costurado na cor original do tecido. No exemplo ilustrado acima utilizei uma camiseta de algodão. É importante seguir os passos do tingimento seja ela a frio ou à quente e ou ainda é possível tingir por corante direto.
No blog do Celso Lima há uma informação histórica a respeito da técnica.

quarta-feira, maio 06, 2009

Peróxido de Hidrogênio


O peróxido de hidrogênio ou água oxigenada, é considerado o menos agressivo dos oxidantes utilizados em lavagens têxteis. Na indústria têxtil é usado com concentração forte. Aqui mostro dois tipos de tecidos: um algodão de peso médio e cor violeta, onde usei o processo de amarração para conseguir o efeito e no segundo, uma tricoline mais fina onde fiz dobraduras.

Hidrossulfito de Sódio


O hidrossulfito de sódio é um produto que descarrega a cor e pode ser aplicado em tecidos mais frágeis como seda, tricõ e lã. Pode ser adquirido em quantidade maior e ou em porções domésticas (tira cor). Tem um odor muito forte e deve ser usado em ambiente arejado, com uso de máscara. Nos exemplos acima usei no casaco de tricô o processo por fervura do tira cor. No segundo tecido que é um tricô com misturas de fio de viscose com poliamida, usei o hidrossulfito in natura da Basf, pulverizando por toda a superfície, jogando um pouco de água morna aleatoriamente, lavando-o em seguida para acabamento. No terceiro exemplo usei o produto da Basf em água fria, mergulhando o tricô. A água fria foi necessária porque o tom do tricô é leve e sai com certa facilidade.

Permanganato de Potássio


O permanganato de potássio é um produto que tem controle de vendas pela polícia federal. Os exemplos acima foram feitos dentro de uma lavanderia e mostram os efeitos. São dois tipos de jeans onde, no primeiro o produto foi dissolvido em água e colocado aleatoriamente provocando manchas. O efeito é rápido e a calça foi lavada imediatamente para retirado do excesso impedindo a queima do fio. No segundo exemplo, o produto foi diluído e administrado surgindo um efeito avermelhado, sendo também interrompido e passado pelo banho de esgotamento.

Descarga com Cloro


O hipoclorito de sódio ou cloro pode ser utilizado diretamente em substratos têxteis de algodão, preferencialmente tramas mais pesadas como a família dos brins e jeans. Tecidos como malha de algodão e viscose também suportam bem a técnica. Para que a utilização seja bem sucedida, faça testes em pequenos pedaços, antes do uso definitivo. O hipoclorito pode ser diluído em água para amenizar o efeito da descarga do tom. Após conseguir o efeito desejado, dê um banho imediato do tecido em uma solução de água contendo metabissulfito de sódio. Este produto químico interrompe a ação do cloro e seu efeito corrosivo. Para cada 5 litros de água, coloco uma colher de sopa de bissulfito e deixo em molho por 10 minutos. O produto atua como solução stop da reação do cloro.
No exemplo acima duas peças em malha sob efeito de descoloração por cloro.

Lavagens em Tecidos

A estonagem em tecidos, ou efeitos como corrosão, discharge ou descoloração, fazem parte do grupo de lavagens e acabamentos em tecidos planos ou malharia. O princípio básico é a oxidação do substrato têxtil, que dá se por meio de um produto químico. Desses produtos, alguns podem ser utilizados de maneira caseira. Destaco aqui: hipoclorito de sódio (cloro), o hidrossulfito de sódio, o permanganato de potássio e o peróxido de hidrogênio (água oxigenada).
Todos eles agridem o meio ambiente e são tóxicos. Devem ser manipulados com EPS (equipamento de proteção e segurança) e com parcimônia. Pela indústria deveriam partir do princípio de reciclagem e tratamento da área de despejo do excedente; seja esta área um rio ou a caixa de escoamento de esgoto.
Já há um número considerável de pesquisas relevantes para o melhoramento dessas técnicas. Entre elas a lavagem por ozônio, as lavagens naturais e até os efeitos fakes, onde dois tipos de linhas em cores diferentes são misturados para obtenção de um tecido com aspecto de lavado, como nos jeans por exemplo.
exemplos:
Panozon
Coexis
Artigo + Alternativa

domingo, abril 12, 2009

O preto-considerações


*Qualquer material pode ser tingido com o tom preto. Leve em consideração o tom de fundo para considerar a necessidade de aumentar a quantidade de corante.
*Meias, acessórios e couro podem ser tingidos também.
*Caso deseje um tom uniforme em material a base de algodão, é melhor mandar tingir em tinturarias, o preço vale a pena e não corre o risco de manchar.
*Para tingir em casa: o recipiente tem que ser grande o suficiente para a peça mergulhar bem ficar e bem coberta.
*Jeans velhos ficam bem tintos e os efeitos manchados ficam bons. Podem ser tintos à quente e ou a frio.
*Toda peça tingida deve ser lavada separadamente, sem sabão em pó ou amaciante (use neutro, detergente ou sabão de côco). Não deixe de molho e coloque para secar a sombra.
*Para ajudar a fixar, depois de tingida, deixe a peça esfriando no recipiente com uma colher de chá de carbonato de sódio (barrilha leve) encontrado em lojas de produtos químicos ou onde vendem material para piscina.
*Se deixar por longas horas, menor será o sangramento (dispersão do corante) na hora da lavagem final.
* Para seda pura e similares pode ser usado anilinas e a fixação dá se por vaporização.

O preto


Algumas possibilidades de tingimentos com corante preto. Uma das características deste corante é a dificuldade em encontrar o tom saturado, e se além disso o substrato tem composição mista, o ideal é apelar para os efeitos. Em cada exemplo um tipo de tecido e um tipo de corante.
1-camisa polo com trama mista em poliamida e algodão. Na parte superior foi descarregado o tom com hidrossulfito de sódio (resultado cinza chumbo) e na parte inferior foi feito um tingimento com corante direto Tupy (para algodão e poliamida) e o efeito é de degradê.
2-Camisa social com maior porcentagem de poliéster e menor em algodão. O tingimento foi feito com corante reativo Remazol, processo por fervura e o resultado um manchado em tons de cinza.
3-Camisa em brim 100% algodão, foi utilizado corante direto Guarany (fervura) em efeito tie-dye. O preto foi mais intenso que o resultado da foto, de todo modo o tom da guarany tende ao azulado.
4- Uma camiseta de malha com viscose e o corante utilizado foi o da Guarany em efeito degradê. O tom tende ao cinza azulado.na parte superior e um preto mais fosco na parte inferior.
5-Camiseta em malha de algodão com efeito tie-dye tingida com corante Tupy. O tom ficou bastante escuro e com bastante solidez.
6-Camisa polo com maior porcentagem em algodão tingida com corante reativo Drimaren da Clariant pelo método de fervura. O resultado foi um tom mais denso.

terça-feira, outubro 07, 2008

Efeito Marmorizado

 

O passo a passo para se conseguir o efeito marmorizado em uma só cor. Utilizei para o tingimento o corante direto na cor bege. O tecido é um brim mais fino.
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sábado, outubro 04, 2008

Corantes Ácidos

 
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Os corantes ácidos são os corantes apropriados para tingimentos em fibras de lã, seda e as fibras do grupo poliamida. Eles montam ao tecido por uma temperatura média de até 40 graus e apresentam uma boa solidez e coloração mais viva. A fibra de poliamida é um nylon, de aspecto mais confortável que o poliéster. De origem petroquímica é utilizada em roupas para esporte, meias, roupas íntimas, moda, e acessórios como air bag entre outros.
Para o tingimentos de poliamida, de forma artesanal, esquenta se água e mergulha se o substrato neste banho. Raramente uso um fixador ou produto auxiliar, mas se for o caso, o correto é empregar o ácido acético, preferencialmente o vinagre de uso doméstico por motivos de segurança, já que é um ácido forte e tóxico em estado bruto. É aconselhável colocar o vinagre no banho de corante ácido para tingimentos de lã e seda (fixador). O tecido pode ser lavado em seguida ao banho de tingimento, para concluir se o processo chamado esgotamento. Em alguns casos sobram resíduos que precisam de um banho de hidrossulfito de sódio, que é para descarregar o excesso.
Qualquer técnica pode ser feita para o emprego dos corantes ácidos: tie-dye, degrades, impressões serigráficas... pode ser encontrado em lojas de artesanato, é só ler no rótulo se ele é adequado para fibras de poliamida. Há um bom emprego e desempenho deste tipo de corante na indústria de impressões digitais para tecidos.

Tie-Dye - esquemas de amarrações

 

Aqui estão alguns esquemas de amarrações para os efeitos de tie-dye. Seja por amarração ou nós tem que apertar bem. Esta área apertada e definida é chamada área de reserva e é onde a tinta não penetra ou penetra menos provocando o efeito final. Pode se usar barbante, linha de poliester, tira de plástico, borracha e elástico. Se o substrato(tecido) for de algodão, o corante correto é o reativo ou direto, se for de poliester usa se o corante disperso ou aquarela para tecido e se for poliamida o corante correto é o ácido.
A idéia é inventar as próprias amarrações, se as regras básicas forem seguidas, aparece sempre um efeito.
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domingo, setembro 21, 2008

Estampa Animal 2

 

Mais dois exemplos: a "onça pintada" com respingos grossos sobre fundo aquarelado em dois tons e a zebra em listras livres de tinta preta sobre fundo branco. Tudo aquarela para tecido.
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sábado, setembro 20, 2008

Estampa Animal

 

 

 

Algumas propostas para serem realizadas com o tema pele de animais. De maneira bem livre e estilizada e uma cartela de cor sintetizada (no máximo quatro tons) todos os exemplos foram pintados com aquarela sobre poliéster, mas podem ser feitos sobre tecidos naturais adaptando-se a tinta. Para roupas e acessórios como os lenços...
1-técnica em tie-dye preto e branco
2-Respingados livres em aquarela sobre fundo molhado.
3-Fundo em aquarela com efeito de sal (deixa se secar) e por cima desenhos em tinta preta (aquarela mais anti-migrante)
4-Fundo em aquarela molhado (deixe secar) e aplique um stêncil em formas das manchas de pelo.
5-Pinceladas livres em dois tons...preto e um laranja.
6-Traços com aquarela e anti-migrante em preto (deixe secar) e após aplique aquarela líquida em dois tons fazendo um jogo.
7-Pinceladas livres em dois tons...preto e um magenta/avermelhado.

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sábado, junho 28, 2008

Estufa para tecidos

 

 

As imagens mostram os tecidos de poliester saindo de uma estufa. A estufa fixa ou cura o substrato. Assim que ele sai da estufa pode ser lavado para descarga de excesso. O toque do tecido não sofre nenhuma alteração, ficando até mais macio e não sofre também nenhuma alteração de pigmentação após a lavagem.
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Corante disperso/Estufa

 

Aqui a foto mostra o tecido de poliester saindo da estufa. No quadro menor um detalhe da pintura feita antes de ser levada a estufa. As cores são opacas e isso faz com que os testes têm de serem realizados para conseguir estabelecer as cores finais, juntamente com sua gama. Neste trabalho foi feito um manchamento bem espontâneo com uma mistura de cores primarias, gerando as outras cores.
A estufa é terceirizada, basta procurar uma estamparia e utilizá la.
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Corante Disperso

Os corantes dispersos são corantes apropriados para fibras de poliéster, acetato e triacetato. São encontrados em pó, insolúvel em água, porém comercializado em pó muito fino e com meios corretos de aplicação apresentam excelentes resultados de estabibilidade e cor. A descarga de pigmento excedente é fácil de ser removida, podendo para isso usar apenas água ou em cargas maiores hidrossulfito de sódio.
Para pintar em casa, deve se ferver um pouco do pó em água e depois aplicar diretamente sobre o tecido, mas atenção a fixação se dá pelo emprego de estufa, cuja função é fixar a cor por uma temperatura superior ao grau de ebulição da água. Dependendo do caso entre 120 a 150 graus. O corante precipita e por isso tem que mexer sempre a mistura de água e corante.
No mercado acha-se também uma pasta grossa e incolor apropriada para estampar com o corante disperso. Ele pode ser aplicado diretamente ou por quadros ou ainda por transferência.
Por transferência (transfer) aplica se o motivo sobre papel e depois leva se a uma prensa que passa sobre alta temperatura o mesmo para o poliester (cerca de 150 graus).
A cor visível do corante antes de ser levado ao calor é muito diferente da cor obtido depois do processo todo concluido, isso leva a necessidade de testes e anotações para estabelecer os critérios de cartela de cor e repetições.